As Operações Psicológicas militares (PSYOP’s) são instrumentos multifacetados de poder nacional e influência que pode parar ou dissuadir “potenciais adversários”, e atingir uma variedade de audiências em apoio de alguns objetivos pré-determinados.

As PSYOP’s, ou Operações Psicológicas, são ações planeadas com propósitos definidos, por forma a seleccionar a informação que deve ou não ser difundida, estabelecendo a forma de difusão da mesma, e seleccionando o público-alvo a atingir. Essas operações tácticas “tendem a alterar o comportamento “inimigo” sem alterar as suas crenças”, influenciando emoções, motivos, objectivos, razões, e mesmo o comportamento de governos estrangeiros, organizações, grupos e indivíduos.

O  objectivo primário das PSYOP’s é induzir ou reforçar atitudes externas ou comportamentos favoráveis aos objectivos originais. As PSYOP’s são das mais antigas armas no arsenal humano, tratando-se de uma força protectora/multiplicadora de combate e um sistema não-letal de combate.

As Operações Psicológicas não devem ser vistas apenas como “ferramenta” militar. Podem também ter lugar na vida quotidiana. A vida normal da população pode ser alterada através de determinações governamentais, usando inclusivamente ferramentas de diplomacia pública.

“Capturando as suas mentes, 

                                                                                              seus corações e almas se seguirão…”

Essas operações psicológicas podem assumir influência direta, especialmente em países não-democráticos, através da utilização de TV, Rádios, Internet e outros Media sociais. As Operações Psicológicas podem alterar as pretenções do “opositor”, na concretização de ações de oposição, assim como, facilitando as missões de ajuda humanitária e reconstituição das sociedades após conflitos.

Este tipo de comunicação é fundamental para aquisição de determinado tipo de informações (intelligence), falsas ou truncadas, a fim de atingir público específico, ajudando na mudança de opiniões globais, em certas áreas e em questões específicas. A transmissão global dessas informações e/ou acontecimentos podem ser determinantes na mudança das linhas de pensamentos e formas de conduta a nível global.

Para a realização de Operações Psicológicas (PSYOP’s) ou da Guerra Psicológica (PSYWAR) basta, no fundo, conhecer na totalidade o inimigo, as suas crenças, gostos, forças, vulnerabilidades e fraquezas. Ao conhecer-se as razões que motivam o “inimigo” a actuar, está pronto a iniciar uma operação psicológica. As Operações Psicológicas podem igualmente intervir no uso planeado de meios de comunicação social por forma a influenciar as atitudes e os comportamentos humanos com a missão de criar no alvo comportamentos grupais, emoções e atitudes que possam suportar objectivos nacionais. A forma de comunicação pode ser simplesmente difundir determinada(s) informações de forma oral ou visual atarvés dos Media.

Os Media são instrumentos vitais na vida quotidiana da população mundial. Actualmente, vivemos numa sociedade de informação, cujas decisões são tomadas em pontos fulcrais dessa rede global, muitas vezes bastante longe dos interesses e costumes das populações que irão ser afectadas. As ações tomadas pelos decision-makers acontecem tendo por base linhas de pensamentos ou informações dissiminadas, abertas universalmente, facilitando o acesso às fontes de informação.

 

Por outro lado, a opinião pública pode ser persuadida, influenciada, e os seus interesses e opções podem ser alterados através de ações de comunicação, operações psicológicas integradas, previamente estudadas, tendo por fim a moldagem de pensamentos e alterações do desempenho populacional.

 

 

Prof. Doutor Pedro Simões

Investigador Criminologia e Segurança

 

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