– A Terceira República viveu sempre em democracia, prosperidade e igualdade de oportunidades até que, em Junho de 2011, um bando de radicais tomou o poder (o facto de o ter feito após vitória eleitoral pouco importa) e começou a destruir todo o “ progresso “ que tinha sido alcançado pelos notáveis estadistas dos últimos 40 anos.

– Nunca, em toda a história democrática portuguesa, o Estado central terminou um ano sem défice orçamental. Portanto, as despesas sempre superaram as receitas. Logo, quando o discurso do governo denuncia que, enquanto país, se viveu acima das possibilidades, está a ser claramente anti-patriótico.

– O governo actual, recorde-se, foi o autor do maior aumento da carga fiscal de que há memória, mostrou-se incapaz de delinear, de forma atempada e quando ainda gozava de relativa força política, uma verdadeira reforma do Estado, permanece a milhas de concluir o programa de privatizações a que se propôs e mostrou-se sem coragem para elaborar plano de redução das 308 autarquias. Conclui-se que é o mais ultra-neo-liberal da história da pátria.

– O ex-ministro Miguel Relvas foi atacado por diversas ocasiões. Entre elas, destaca-se, o facto de estar ao serviço de interesses privados que se aproveitam de relações privilegiadas com a classe política. Lá está, o neoliberalismo.

– O executivo chefiado por Pedro Passos Coelho governa à margem da Constituição. O Presidente da República, dado que o governo não agrada aos Donos do Regime, deveria demiti-lo. Mas a sacrossanta Constituição não enuncia que o governo apenas é responsável perante o Parlamento? Detalhes. São uns neoliberais ao serviço do imperialismo alemão e do capital financeiro.

– A esquerda ainda não encontrou uma verdadeira alternativa à governação da maioria PSD/CDS? O conteúdo é de somenos. O relevante, no seio da realidade paralela, é lançar, todas as semanas, plataformas de unidade das esquerdas cuja máxima é o combate ao neoliberalismo do governo.

Pedro Castello Branco

 

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