“A informação é o 4º poder” – esta é uma expressão há muito escutada. De facto, ser detentor de informação é algo de poderoso, e o seu possuidor fica numa posição cimeira em relação aos seus pares, uma vez que vai possuír conhecimentos muito mais avançados, tanto a nível factual como a nível temporal.

Actualmente, vivemos num mundo onde informação está presente no dia-a-dia. Em Portugal, ao contrário do registado há mais de 40 anos, durante o período ditatorial, onde os meios de comunicação eram controlados, a informação censurada, havendo possibilidade de controlo da mesma, hoje, a própria inovação tecnológica e a capacidade de emissão de dados e imagens on line e sem fronteiras, de acesso a todos, faz com que seja mais difícil a manipulação ou suposta “modelação” de opiniões.

Apesar de o comum cidadão ter acesso a inúmeras fontes de informação; de ser cada vez mais especializado, conseguindo distinguir a qualidade dos trabalhos a que tem acesso, a verdade é que os grandes Media continuam a ter um papel decisivo nas tomadas de decisão. São uma ferramenta usada no meio politico e económico, e a sua acção vai muito para além da simples difusão de informação, sendo capaz de ditar regras de comportamento, agindo directamente na formação da opinião pública,

Ao analisar o conteúdo informativo de serviços noticioso de determinados meios de comunicação social, constatamos que a difusão de notícias oscila entre acções de informação e de manipulação, uma vez que os Media exercem comunicação num só sentido, impedindo o seu feed-back por parte do receptor.

A missão do jornalista está centrada, acima de tudo, em dar a conhecer factos e acontecimentos, após confirmação oriunda de diversas fontes. A verdade é que, a rapidez do Mundo em que vivemos; a necessidade de fazer chegar rápida e em primeira mão variadas informações, faz com que os factos não sejam totalmente  confirmados de forma independente, podendo ser difundidas notícias não incompletas ou mesmo erradas.

O jornalista tem princípios éticos e deontológicos a cumprir. Essas são linhas básicas na sua profissão. O jornalista tem de ser imparcial e neutral na interpretação dos factos atendidos. A capacidade imparcial de análise dos factos vai traduzir-se numa (sua) opinião, que através dos Media vai informar a população.

No entanto, também o jornalismo está a mudar. O jornalismo dos dias de hoje,  está cada vez mais agrupado entre empresas de Media, muitas multinacionais e com interesses díspares, e a difusão da informação pode ser em parte executada tendo em linha de conta alguns interesses empresariais.

 

Prof. Doutor Pedro Simões, PhD

Investigador Comunicação Estratégica

 

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