Culturas diferentes, feminilidades diferentes, mas todas elas maravilhosas. São Mulheres!!! Mas será apenas isto que se deve festejar? Ser do sexo feminino? Não!. Talvez não deva sequer ser uma festa, mas sim, um dia para recordar que nós, Mulheres, somos, grandiosas. Somos amigas, trabalhadoras, criativas e, acima de tudo, somos Mães.
O dia internacional da mulher festeja hoje 106 anos. As suas origens remontam ao início do século passado. O primeiro dia nacional da mulher foi festejado em 28 de Fevereiro, nos Estados Unidos, a convite do partido socialista americano que tinha designado aquele dia em memória da greve de milhares de costureiras nova iorquinas que, em 1908, tinham reivindicado melhores condições de trabalho.
No ano seguinte a recorrência chegou também ao velho continente, coincidente com o Congresso de Copenhague. A Internacional Socialista decide, assim, instituir um dia como o Dia Internacional da Mulher, a fim de promover os seus direitos e contribuir para a campanha a favor do Sufrágio Universal. Naquele período, não tinha sido ainda estabelecida uma data precisa e, seguindo o modelo americano, o dia deveria calhar sempre no último domingo de Fevereiro.

Em 1911, a Alemanha, a Áustria, a Dinamarca e a Suíça tornaram-se nas primeiras nações europeias a celebrar o dia da mulher. Reivindicações salariais, direito de voto, direito ao exercício de funções públicas e eliminação das discriminações, eram os temas centrais dos debates.

Nos dias de hoje e à semelhança do que acontecia há cem anos atrás, nós mulheres, lutamos, ainda, por direitos que deveriam ser a base de uma qualquer constituição da república de um país que se queira intitular de democrático. Lutar parece ser o nosso lema ao longo de todos estes anos. Nós, mulheres, somos ainda vítimas da barbárie de muitos homens que se julgam mais fortes quando nos tratam mal. É por estas mulheres que este dia tem de ser recordado, falado, sentido e, porque não, festejado.

Seria bom que um dia não se falasse mais no Dia da Mulher, pelo menos como necessário para lembrar que temos os mesmos direitos que vocês homens. Gostaríamos de ser olhadas por vós como iguais nos direitos, que não existisse mais a discriminação na carreira, na profissão, na vida. Mas queremos manter as boas diferenças, aquelas que fazem a diferença entre nós e vós e que todos adoramos. São coisas simples, logicas e humanas pelas quais lutamos e que ainda não foram conseguidas, mas é por essas pequenas grandes coisas que continuamos a ser descriminadas e mal tratadas e, por isso, precisamos de, pelo menos de um dia por ano, para que a sociedade se lembre de nós.

Ana Sousa

 

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