Se nada for feito para se inverter o actual cenário nas travessias tanto de Maputo como da Catembe, principalmente nas horas de ponta, corre-se o risco da existência de mortes constantemente. Semanalmente são reportados casos de acidentes e até mortes – factos que poderiam ser evitados se as autoridades, tanto fiscalizadoras das embarcações como policiais, estivessem no terreno a fiscalizar ao invés de ficar à espera pelos reportes dos outros.

É que, enquanto esperam pelos reportes dos outros e no fim do mês recebem salários sentados, a morte está a acontecer, o acidente está a acontecer e eles a se desculparem alegando que tinham outros afazeres que só Deus sabe quais são!

É tempo de se tomar as coisas a sério para que este tipo de cenário triste deixe de acontecer. Cremos haver gente suficiente e capaz de colocar um basta a tanta teimosia daqueles que sem olharem para a segurança, fazem-se às embarcações quando estas já estão de partida, ou ainda, saem das mesmas, antes de ter chegado o momento certo que é quando o barco está devidamente atracado.

Afinal onde estão as autoridades, tanto marítimas, como policiais? Será que não podem existir equipas que fiscalizam este tipo de situações diariamente para que no mínimo esse tipo de acidentes deixe de existir tanto do lado de Maputo como da Catembe.

Desde quando o poder das autoridades pode ser suplantado pela teimosia dos cidadãos? Acreditamos que a apatia das autoridades, eventualmente, seja motivada por outros motivos, no entanto, não existe nenhum sucesso no trabalho sem que se tome, por vezes, medidas não agradáveis para todos.

É assim em toda a parte do mundo. Há medidas que devem ser cumpridas principalmente quando se trata de vidas humanas, porém, sem elas, nem água pode ir e nem água pode vir, tal como se diz na gíria popular – nada feito e vamos morrer pela teimosia de não querer perder o transporte.

As autoridades não se devem limitar apenas aos apelos para isto ou aquilo, elas devem impor-se, e, isso é de lei. As autoridades em representação do Estado devem proibir efectivamente este tipo de actos e devem responsabilizar aquele que não acatar tal proibição. “Uma norma que verga qualquer dia parte-se e, assim, deixa de existir”, tem-se dito.

José Jeco

 

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