San Lorenzo, da Argentina, vs Bolívar, da Bolívia, e Nacional, do Paraguai, vs Defensor, do Uruguai, foram estas as equipes classificadas para as meias-finais da Copa Libertadores da América de 2014. O campeão, deste ano, vai levantar o troféu continental pela primeira vez na história. Após o fiasco na primeira fase, a de grupos, e quando o Brasil teve a eliminação inédita de três clubes, chegamos agora as meias-finais e o país não terá nenhum representante nesta fase, pela primeira vez depois de 23 anos. A última ocasião aconteceu em 1991, quando o futebol brasileiro ficou sem times entre os quatro melhores da América.

A eliminação do Cruzeiro em Belo Horizonte, para o San Lorenzo, era o que faltava para classificar a Copa Libertadores de 2014 como a de pior campanha para os clubes brasileiros na história recente da competição. E serve também para mostrar o momento ruim que atravessam os clubes do Brasil. Todos estão pagando pela incompetência, a corrupção e a falta de organização no país. A falta de moralidade e de preparo adequado para os dirigentes começa na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e passa por todas as federações estaduais. Estão matando a «galinha dos ovos de ouro».

Choro à parte, a esperança dos mais de 40 mil torcedores que foram ao Mineirão, no meio da semana, durou apenas nove minutos. Após sofrer um gol logo no início, o Cruzeiro viu a missão de reverter a derrota por 1 a 0, para o San Lorenzo, na partida de ida, ficar mais difícil. A expectativa até que melhorou no segundo tempo, mas foi apenas uma ilusão. O empate por 1 a 1 eliminou o último clube brasileiro da Libertadores, deixando o país sem representante. O Cruzeiro viu o seu sonho de conquistar a terceira Libertadores ficar para o futuro, enquanto o abençoado San Lorenzo segue fazendo a felicidade de seus torcedores, sendo o mais ilustre deles, o Papa Francisco, pela possibilidade de conquistar o seu primeiro título da competição. O gol no começo, marcado por Piatti, complicou tudo. O Cruzeiro passou todo o primeiro tempo perdido e só foi se encontrar na etapa final. Lutou, tentou, mas parou na garra, na dedicação e na qualidade dos argentinos, que souberam se defender e, quando não conseguiram, contaram com o goleiro Torrico, inspirado. Bruno Rodrigo empatou o jogo na etapa final, mas foi só.

O Nacional, do Paraguai, passou por um grande sufoco mas conseguiu se classificar para as meias-finais. Jogando fora de casa, os paraguaios empataram por 0 a 0 com o Arsenal de Sarandí, segurando a vantagem conquistada em casa e avançaram à próxima fase. O Nacional venceu o primeiro jogo por 1 a 0, em Assunção. Apesar da classificação, o Nacional teve uma má notícia ao final da partida. Aos 46min do segundo tempo, o goleiro Campestrini teve que ser substituído depois de sofrer um forte trauma na cabeça ao dividir a bola com Orue, atacante do Arsenal. O goleiro foi decisivo na primeira partida, ao defender um pênalti e quando o jogo estava 0 a 0.

E com o apoio de mais 40 mil torcedores e do presidente Evo Morales, no lotado estádio Hernando Siles, em La Paz, o Bolívar venceu o Lanús por 1 a 0, com o gol do atacante Arce, ex-Corinthians, aos 42 minutos do segundo tempo. No primeiro jogo, em Buenos Aires, as equipes haviam empatado por 1 a 1. O clube boliviano volta a uma meia-final após 28 anos.

Em Montevidéu, o Defensor entrou com a vantagem sobre o Atlético Nacional, após os 2 a 0 em Medellín, na Colômbia. O time visitante pressionou na primeira etapa e até perdeu algumas oportunidades, mas não conseguiu ficar à frente no placar.

No segundo tempo, o Defensor se impôs, equilibrou o jogo e chegou à vitória, aos 43 minutos, com um gol do atacante Olivera, em rápido contra-ataque.

Os jogos de ida das meias-finais estão marcados para o próximo dia 23, entre o Nacional vs Defensor; e entre o San Lorenzo vs Bolívar. As partidas de volta estão programadas para o dia 30 de Julho.

José Roberto Tedesco.

 

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