Era inevitável. Como qualquer amante de futebol e com costela de treinador de bancada, o Mundial não podia passar ao lado, no caso concreto a prestação da selecção nacional que se despediu de forma inglória do Brasil.

As expectativas eram altas, afinal, à partida para o torneio, éramos a quarta selecção do ranking da FIFA, deve querer dizer alguma coisa… p’los vistos não.

O mais surpreendente da curta presença no Brasil nem foi tanto o não termos passado à fase seguinte, um objectivo primário e perfeitamente ao alcance. Mas a jogar daquela maneira não merecíamos, ou como disse o seleccionador, “tivemos o que merecemos”. Na verdade, raras foram as vezes que Portugal se mostrou realmente competitivo e só no último jogo a equipa exibiu um futebol mais objectivo, sólido e profundo. Mas já era tarde, o triste fado repetiu-se de novo, quase que lá chegámos… quase.

Sem procurar assacar responsabilidades, a maior das surpresas foi mesmo a forma física dos jogadores. Não é normal um tão elevado número de lesionados. Dois guarda-redes, dois avançados e mais uns quantos no estaleiro em apenas três jogos, é demais. E se a isso somarmos o castigo aplicado a Pepe, está bom de ver que, naquelas circunstâncias, seria impossível exigir mais. Na verdade, o empate perante os EUA (caído do céu) foi o único resultado ‘anormal’. Se tivéssemos cumprido a nossa obrigação estaríamos nos oitavos de final. Mas nada disso aconteceu e não adianta, agora, ‘chorar sobre o leite derramado’. Sejamos pragmáticos.

Daí que se há lição a retirar da presença lusa no Mundial do Brasil, é a de que se impõe uma renovação no plantel. É preciso sangue novo capaz de poder estar ‘no ponto’ daqui por dois anos, por altura do Europeu de França, isto se conseguirmos a tão almejada qualificação, que se inicia já em Setembro. Até lá descansa a selecção, mas ainda há muito Mundial para desfrutar.

Luís Figueiredo

 

 

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