Brasil, Colômbia, França, Alemanha, Holanda, Costa Rica, Argentina e Bélgica superaram o obstáculo das oitavas e alcançaram o funil da Copa do Mundo.

A surpresa vem da América Central, com a aguerrida classificação da simpática Costa Rica.

A Colômbia, próximo adversário do Brasil, também chega com ineditismo às quartas de final.

O heroísmo costarriquenho dificilmente terá novos capítulos. Os destemidos “Ticos” encaram agora seu maior desafio – a seleção holandesa de Robben, Sneijder e Van Persie.

Mas, a se confirmar a eliminação, já não importará. A participação da Costa Rica na Copa do Brasil já entrou para a história daquele país. De azarão, num grupo com três campeãs mundiais – Uruguai, Itália e Inglaterra –, avançou em primeiro, deixando todas para trás. Uma glória.

A Colômbia não surpreende tanto quanto a Costa Rica (talvez sua campanha só de vitórias, sim). Dela, pela qualidade, já se esperava boa participação.

Mas superar o poderoso Brasil em sua casa (aqui, não pelo time atual, mas pelos cinco Mundiais) e colocar-se entre os semifinalistas, ainda que não seja a campeã, será um feito comparável ao título da Grécia sobre Portugal, em Lisboa, na Eurocopa de 2004.

Cuadrado e James Rodríguez vêm aí. Que a instável e emotiva seleção de Felipão esteja preparada.

Sem Luiz Gustavo, suspenso, o técnico brasileiro deverá recuar Fernandinho, voltando com Paulinho ao time.

Mais do que colocar os nervos no lugar, o Brasil precisa aprimorar seu jogo coletivo. Nesta Copa, ainda não jogou dois tostões de bola.

Do contrário, voltará a depender da genialidade de Neymar ou dos milagres de Júlio César, o que nem sempre acontecerá.

O Brasil precisa melhorar, porque, ainda que se classifique de novo aos trancos e barrancos, terá uma campeã do mundo na semifinal – Alemanha ou França.

E aí, contra uma delas, só vontade não deverá ser suficiente.

Como quase não foi suficiente o futebol da Argentina contra a Suíça.

Mas Messi, como sempre, decidiu. Di María agradeceu.

Para quem pretendia estrelar a final desta Copa, Brasil e Argentina estão devendo muito.

Podem até chegar lá, mas, pelo futebol apresentado, dificilmente serão lembrados por alguma atuação brilhante.

Embora, com a taça na mão, sempre haverá quem louve o brilho de sua conquista.
João Garcez
Blog do Torcedor
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