No Brasil, tudo como dantes no quartel de Abrantes.

Quando o Campeonato Brasileiro foi interrompido para a disputa da Copa do Mundo, no G4 da tabela de classificação estavam o Cruzeiro, líder, o Fluminense, vice, o Corinthians, terceiro, e o São Paulo, quarto.

Passadas mais três rodadas, o panorama pouco mudou.

Dos que se colocavam entre os quatro primeiros, apenas o São Paulo saiu, dando lugar ao Internacional.

Apesar da escalada do Santos, na opinião deste colunista, a briga pelo título deverá ficar mesmo entre cruzeirenses, tricolores, alvinegros e colorados.

A se confirmar o palpite, já estarão definidos, inclusive, os participantes brasileiros na Taça Libertadores da América, somado a um quinto, que virá da outra competição promovida pela CBF – a Copa do Brasil.

Dos profissionais que defenderam a seleção brasileira no Mundial, só quatro atuavam no país, sendo o atacante Fred, do Fluminense, o único titular da equipe pentacampeã.

Cinco, se contarmos também o comandante, Luiz Felipe Scolari, surpreendentemente anunciado pelo Grêmio apenas 16 dias depois de encerrada a Copa.

O clube gaúcho, entre todos que já dirigiu, é o de maior identificação de Scolari, campeão da Libertadores de 1995.

O retorno do técnico não deixa de ser uma aposta audaciosa de ambos, Grêmio e Felipão, depois dos 7 a 1 que entraram para a história como a pior derrota em 100 anos da seleção.

De Felipão, entende-se o desejo árduo de querer mostrar serviço e recuperar terreno. Mas a proximidade do Mundial fará com que, em caso de novo insucesso, o técnico seja ainda mais contestado. Até porque, antes de assumir o Brasil, vinha de um trabalho ruim no Palmeiras.

Sentimento semelhante deve estar vivendo Fred, que deverá estar em campo pelo Fluminense na rodada deste fim de semana. No Mundial, o capitão tricolor foi um dos alvos preferidos da torcida brasileira, pela falta de gols, embora o esquema em nenhum momento tenha sido favorável a um jogador com suas características – de centroavante.

Victor e Jô, no Galo, já puderam pelo menos aplacar um pouco da tristeza, com a recente conquista da Recopa Sul-Americana, contra o Lanus (ARG).
Restou Jefferson, que só trocou de crise – a do Brasil pela do Botafogo, devendo cinco meses de salários. De quebra, perdeu o clássico para o então lanterna Flamengo.

Na ressaca pós-Mundial, poucas são as novidades no país da Copa.

Dos times favoritos ao título à chegada de bons reforços, praticamente nada se alterou.

Só o que mudou mesmo foi a paixão dos brasileiros por futebol.

Porque esta, seja na alegria ou mesmo na tristeza, parece recrudescer a casa dia.

blog_Joao_Garcez_Blog_do_TorcedorJoão Marcelo Garcez
Blog do Torcedor

 

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