É sempre triste quando a carreira de um grande jogador chega ao fim.
No caso de Deco (37), estava claro que o corpo do atleta já não respondia mais aos anseios do craque.
Havia anunciado oficialmente sua retirada do futebol em 26 de agosto de 2013, um dia antes de completar mais um ano de vida.
Voltou a campo este mês para se despedir em um jogo festivo entre Porto e Barcelona, clubes por onde brilhou intensamente, levantando seus mais importantes canecos.
Em seu currículo, nada menos que duas Champions League, uma pelo clube português (2004), a outra pelo espanhol (2006).
Nascido em São Bernardo do Campo, no Estado de São Paulo, foi na Europa que ganhou o apelido de Mago, pelo futebol exuberante que desfilou.
Naturalizou-se cidadão português e defendeu a seleção em duas Copas do Mundo. Bateu na trave na Eurocopa de 2004, quando perdeu a final para a Grécia, em Lisboa.
Envolto com problemas de lesão, não esteve bem no Chelsea.
Retornou então ao Brasil, onde defendeu o Fluminense por quatro temporadas, de 2010 a 2013.
Pelo clube do Rio de Janeiro, foi duas vezes campeão brasileiro e uma vez campeão estadual.
Jogou ainda três edições da Taça Libertadores da América, espécie de Champions League das Américas.
Era o título que lhe faltava. Não o obteve. O corpo o derrotou antes.
“Meus músculos não aguentam mais”.
Poderia optar por cumprir seu contrato e embolsar mais R$ 3,5 milhões até o fim do ano.
Mas foi grande ao reconhecer que já não tinha mais nada a oferecer.
Que seja muito feliz em sua “segunda vida”, já que, para um jogador profissional, o anúncio do fim de carreira é semelhante a morrer uma vez.
Felicidades, Deco! Obrigado por tudo!
Como desportista e adorador do mais refinado futebol do Planeta Bola.

João_garcezJoão Marcelo Garcez
Blog do Torcedor

 

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