A Ucrânia ultimamente tem andado incessantemente nas bocas do Mundo e não pelos melhores motivos. Até ao dia de ontem. Um político ucraniano foi deitado ao lixo por alguns manifestantes como forma de protesto.

Numa altura em que toda a gente diz que em Portugal o que faz falta é exportar mais e importar menos (tirando o Zeca Afonso. Ele dizia que o fazia falta era avisar a malta), acho que aqui está um exemplo que contraria esta tendência e que devia ser importado. Dir-me-ão que já temos a Assembleia da República como aterro sanitário e eu não tenho outra resposta para vos dar que não seja um acenar positivo de cabeça. Ainda assim, a ideia de ver alguns políticos deitados (ainda que) metaforicamente nas suas políticas parece-me extremamente apelativa.

O António José Seguro propôs que se reduzisse o número de deputados no Parlamento ao que António Costa respondeu dizendo que, dessa forma, o PSD agora teria maioria absoluta sozinho. Eu também sou contra. Acho que se devia reduzir era mesmo o número de políticos. No fundo, os partidos deviam fazer como se faz nas empresas em tempo de crise. Não eram despedimentos. Era uma reestruturação.

E o que se fazia a estes políticos? Provavelmente teriam que fazer outra coisa da vida. Até já tinham um passatempo no Portugal que eu idealizei: iriam juntar-se à plebe a mandar políticos para o lixo. No fundo, eram reutilizados.

Por exemplo, para iniciar esta tradição podíamos começar pelo Marinho (e) Pinto. Ele diz que os 3515 euros brutos que os deputados ganham não são dignos e ousa mesmo dizer que o salário do bastonário dos advogados (4800 euros líquidos) não permite padrões de vida elevados na cidade de Lisboa. Ele acha, portanto, que se devia aumentar o salário dos deputados. Aqui parece-me que a ideia já é outra. Se os políticos começam a ficar mais caros, já estamos a falar de reciclagem.

Deixo aqui mais umas ideias para levar o país para a frente (seja lá o que for que esteja à frente). De falta de esforço ninguém me pode acusar. É a Política dos 3 R’s: reduzir, reciclar e reutilizar. Espero que o partido ecologista Os Verdes tenha tomado nota.

Crónicas inúteis dos nossos dias úteis – Francisco Mendes

 

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