(Queda do Muro de Berlim, 1989)

(Consulta Popular da Catalunha, 2014)

Foi há 25 anos que o “Muro de Berlim”, erguido em 1961, foi derrubado e reuniu, de novo, a Alemanha numa única nação.

Um erro de um dirigente socialista, da então Alemanha do Leste, ao afirmar que estavam totalmente abertas as portas que dividiam a cidade, permitiu que a “invasão” do Leste para o Ocidente tornasse válida a vontade do mundo ocidental e efectiva a célebre frase de Kennedy, em Junho de 1963, «Ich bin ein Berliner» (“Eu sou um berlinense”, em alemão).

Hoje há muros e muros que dividem povos e nações. Uns, físicos, outros, psicológicos ou traumáticos. Em Nicósia (Chipre), na Palestina, no Saara; ou Povos que desejam a sua independência e ela é negada: no Tibete, no Curdistão.

Ou, na Catalunha onde hoje haverá o N9, ou seja, uma consulta popular – não é referendo e ainda não é o grito do Ipiranga catalão, mas para lá caminha – sobre a hipótese de separação ou de maior autonomia do Reino de Espanha.

Dependendo do resultado da consulta, poderão haver outras comunidades espanholas com ideias autonómicas mais avançadas, como o País Basco, – que não devemos esquecer também ocupa uma pequena parte do noroeste do “hexágono”.

E como a Europa não vê como bons olhos a independência catalã – mas já aceitava (paradoxos europeus e eurocratas) a da Escócia – talvez, hoje, haja um “muro” que se derrube e a Espanha se torne, num futuro próximo, num Reino Unido das Espanhas.

E, quem sabe, outros muros também acabem por cair por falta de… “concreto” moral!

Pululu – Eugénio Almeida

 

Comentários

comentários