By noreply@blogger.com (João Ramos de Almeida)

“Quando até os nossos adversários olham para o futuro com mais esperança é porque de certeza Portugal é hoje um país mais livre, mais confiante e mais optimista no futuro do que aquele que nos legaram em 2011”.
Palavras de Pedro Passos Coelho – ontem à noite em Oliveira de Azeméis – que são sinal de uma reconstrução da História, que já começa a aparecer em, alguma comunicação social.

Tópicos da nova releitura da História:
1) O programa de ajustamento não foi feito para reformar a economia, mas sim para endireitar as finanças públicas;
2) O programa de ajustamento não foi delineado para criar emprego, nem criar um novo paradigma económico que tornasse Portugal mais competitivo; mas sim para tornar o Estado saudável, para que a economia possa respirar e, assim, crescer. E isso acontecerá quando as empresas quiserem, porque o Estado não deve ter uma palavra sobre isso, nem interferir nos assuntos privados.
3) As empresas é que criam emprego, não o Estado.

Já nem refuto nenhuma dessas permissas com videos com membros do Governo em 2011. Nem digo que o desemprego não desce porque são os estágios e os empregos apoiados que sobem. Nem comento a 3) quando é o Estado quem está a criar metade do emprego surgido recentemente!

Basta olhar para o desemprego oficial (gráfico acima) para perceber que o OPTIMISMO nunca deveria passar pela cabeça de alguém. Só os políticos que expurgam o emprego e o desemprego da equação podem sentir-se assim. Porque a doença de Portugal é o desastre completo que o programa de ajustamento criou no emprego, em que desempregados de longa duração estão em ascenção. Ainda. E em que a taxa de desemprego lato ultrapassa os 20%, já sem contar com a emigração jovem!
“Não queremos olhar para o futuro de uma forma imprevidente, de uma maneira que pudesse colocar em causa os sacrifícios que fizemos e os equilíbrios que tanto nos custou alcançar”.

Como se os sacrifícios tivessem passado e os desequilíbrios não estejam aí nem passarão tão cedo.

“Nos últimos anos gastámos muito dinheiro em Portugal sem qualquer retorno. Se tivéssemos de fazer uma avaliação do que representou o investimento em Portugal, a despesa suportada por financiamento público e financiamento europeu, chegaríamos à conclusão que o resultado é não só frustrante como capaz de gerar indignação”.

Pois, estamos muito melhor agora.
A pergunta é simples: Quando se espera que o emprego e o investimento atinjam o nível de 2011? E esperem-se engasganços…

Blogue do autor: Ladrões de Bicicletas

 

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