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por Pedro Correia, em 16.03.15

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Vasco Lourenço

O presidente da Associação 25 de Abril tem feito sucessivas declarações sobre a necessidade de o futuro inquilino de Belém ser uma personalidade fora do espectro partidário.

Estará a pensar nele próprio? É bem capaz.

Antigo capitão de Abril, graduado em general durante a revolução e reformado com a patente de coronel, Vasco Lourenço já enfrentou desafios mais complicados durante uma longa carreira que incluiu comissões militares na guerra em África.

Sportinguista militante e beirão dos quatro costados, este geminiano de 72 anos tem o mérito de falar claro, segundo alguns. E, segundo outros, tem o demérito de nem sempre pensar bem naquilo que diz.

 

Prós – No 25 de Abril de 1974 esteve do lado certo da barricada, levantando-se contra a decrépita ditadura da direita. No 25 de Novembro de 1975 voltou a estar do lado certo ao travar o passo aos golpistas da esquerda totalitária.

 

Contras – De Sidónio Pais (1917-18) a Ramalho Eanes (1976-86), os militares já ocuparam o palácio de Belém durante 61 dos 115 anos da república. Chamar “nazi” ao ministro alemão das Finanças e “mentiroso contumaz” a Passos Coelho é transportar para a política a linguagem de caserna.

 

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