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por João Távora, em 07.01.17

Mário Soares esteve do lado da liberdade quando esta foi ameaçada. Eu estive na Fonte Luminosa, naqueles tempos tumultuosos passei noites no Caldas e em casa a rezar pelos nossos amigos que eram presos ou perseguidos. Assisti em directo ao seu confronto com Álvaro Cunhal. Soares foi corajoso e esteve no lado certo quando era arriscado. Fiquemos com a recordação do Mário Soares bom e magnânimo – nunca nenhum outro presidente foi tão simpático para os Duques de Bragança a cujo o casamento fez questão de ir – e facilitar nas delicadas questões protocolares que se colocavam. Era socialista, cometeu muitos erros e era desbocado. Deus certamente perdoará as suas falhas e pecados.

 

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