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Enquanto Portugal inteiro, da direita à esquerda, enaltece os feitos heroicos de Mário Soares,   falecido este sábado, pela democracia, que faz António Costa? Continua tranquilamente na terra das vacas sagradas, sem previsões de estar presente no funeral do fundador do partido que ele representa. Na verdade, ele está certíssimo: os líderes que ele efectivamente representa, do BE e PCP, ainda não faleceram. Por isso isto não passa de um “fais divert” para o qual uma videoconferência fúnebre é mais do que suficiente. Por outro lado, é sabido que Costa é coerente no actos que pratica e se traiu José Seguro e governa com comunistas, como pode ele estar do lado de Mário Soares, que impediu uma ditadura comunista em 75 e era defensor acérrimo da liberdade?

Se dúvidas houvesse sobre o “estilo próprio” deste governante, hoje ficamos todos esclarecidos. Para Costa o importante são as vacas  que é preciso pôr a voar na Índia já que por cá,  ainda estão todas por terra à espera de melhores dias.  Há quem diga que com os juros a ultrapassar 4% já nem saem do estábulo, por medo. Não há condições. Isto apesar do OK de todos os sindicatos que agora já pouco se importam que até as vacas trabalhem para pagar a austeridade. Com BCE a deixar de suportar os cerca de 2 a 2,5%, seria uma aterragem em queda livre. Logo é preciso arranjar alternativas. Colocar as vacas sagradas da Índia a orar por nós… pode ser a salvação. Penso ser esse o objectivo. Salvar a Pátria já que ao Soares ninguém lhe pode mais valer.   Porque só mesmo uma grande emergência nacional pode retirar a prioridade de se despedir do homem mais carismático do PS, apesar das divergências políticas (Costa é mais comunista).

Pelo contrário, Ricardo Salgado, não perdeu tempo em lhe dedicar um desabafo sentido, pelo grande “amigo” que foi, quando Soares se chocou com o “PREC” da direita, sem “sentido de Estado” (PPC não permitiu de facto salvar GES com dinheiro dos contribuintes),  por “destruir” o Império do GES (sim, porque Salgado não tem culpa de coisa alguma), e que durante tantas décadas financiou o PS.  Por isso, este nobre banqueiro não faltará de certo ao funeral, pois nem em prisão domiciliária ficou pela fraude gigantesca em que colocou o banco que administrava. Bendito amigo PS. Quem tem amigos destes, tem tudo. Razões de sobra para não faltar e ainda lhe erguer um memorial.

Já Costa, a quem Soares não deu nada, ou talvez sim (valentes sermões “off record” pela aliança com os inimigos), desfila de marajá  tranquilamente pelas Índias cuja intervenção por videoconferência no funeral, irá decerto ficar na História de Portugal.

 

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