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por João-Afonso Machado, em 09.01.17

Faz bem rever o inesquecível debate de há 42 anos entre Soares e Cunhal. Basicamente por duas razões.

A primeira porque nele se confirma o apego de Mário Soares ao pluralismo político, que é quase tudo da liberdade.

A segunda é a empedernida cegueira de Cunhal. Nessa altura, ainda a sua triunfal cegueira. Igualzinha à de Jerónimo de Sousa, se então fosse este o interveniente no debate. Uma cegueira sem hipóteses argumentárias – contra os factos há todos os argumentos, nem que seja apenas  o perpetuado (e revolucionariamente displicente) “Olhe que não! Olhe que não!“.

Isto posto, Mário Soares terá muitos senãos mas este não é, seguramente, o momento do seu julgamento perante a História. Antes se trata agora de manifestar o respeito pela pessoa e pela memória de um homem que deixou a sua marca nos destinos de Portugal. Um republicano, laico e socialista que curiosamente foi à trincheira oposta (a nossa) buscar, para a chefia da sua Casa Militar, um general monárquico, católico e de direita, como o próprio se definiu.

Que descanse em paz!

 

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