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Ontem, alguém me dizia que olhamos para Donald Trump e para a América que com ele aí virá com a curiosidade quase mórbida de quem olha para a cena de um desastre. O somatório de sinais negativos é tão forte, a aproximação da figura à sua caricatura mais primária começa a ser tão evidente que a hipótese do pior se torna plausível. Por muita simpatia que possamos ter pela América – e eu tenho muita -, preocupa-me, essencialmente, o efeito disruptor que as ações da futura presidência Trump possam vir a ter pelo mundo, em especialmente por aquele cujo futuro imediato diretamente me respeita. Se acaso a Europa fosse outra, se ela estivesse noutro estado de afirmação e de capacidade coletiva de decisão, enquanto poder com peso à escala global, eu estaria menos preocupado. Assim, estou muito. E, como nos desastres, só me resta olhar. Quase apetece crismar Trump com o nome de um clássico restaurante lisboeta: “The great American disaster”…
 

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